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Jennyane de Vasconcelos

01/08/2009 GMT -2

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jennyane @ 01:29

Bem, eu precisava atualizar neah? Depos da deprê do meu pobre S2 partido, nada de importante a ser dito. Nada filosófico, bonito ou contraditório. Nada inerente à uma super imaginação. Nada que seja digno de exclamação. Nem dúvidas tolas ou comentários simples. Insanidades de uma blogueira na madrugada a espera de um ser que ela nem sabe se vai chegar agora... Talvez nem hoje... Nem amanhã... Espera de um ser que tranquilize o seu sono com o próprio sono dele mesmo... Sim, pois se dorme tranquila ao saber que ele também dorme um sono tranquilo... Em sua cama, seus lençois, entre as quatro paredes de seu quarto... Derramando entre suas coisas o seu cheiro, inebriante, nefasto, obsceno... Inspirando nas noites seguintes a sua própria imaginação... Deixando afundar no colchão o seu corpo de homem, quente, suado, com as pálpebras arroxeadas pelo efeito de Morpheus... O brilho da lua, intenso, que penetra por entre as grades de sua janela, o barulho que perpassa pelo vão da porta e perfura seus ouvidos fazendo-a revirar em sua própria cama ao imaginar aquele ser supremo adormecido... Ah! Quantas e quantas noites passara ela com o coração aos pulos por sequer imaginar uma aproximação furtiva contando com a ajuda da madrugada para esconder a fuga desesperada... Mas o sono dele é tão leve, e o seu medo tão maior de vê-lo de repente fitando a escuridão e indagando ao silêncio quem se esgueira em sua imensidão e o que busca... Só este fato a amedrontava e ela nunca levantara... Talvez umas três ou quatro vezes em que se aventurou entre as paredes frias do corredor e parou ofegante em frente à porta, sem coragem de empurrá-la, limitando-se a tocá-la com a ponta dos dedos, buscando na madeira fria o calor da vida pulsante que se abrigava naquele aposento...
Não... Ela não poderia arriscar tudo e vê-lo fugir entre seus dedos sem nunca mais passar ali uma noite sequer... É melhor percebê-lo respirando ali, ao seu lado, sem tocá-lo, do que fazê-lo e correr o risco de perdê-lo...

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