Tentando fazer disso um hábito...
Não que eu naum goste de escrever. Eu até gosto. Mas sabe, é que não é tão fácil disponibilizar um tempo para escrever qualquer coisa que exija um mínimo de reflexão. A não ser que isso traga benefícios financeiros, então é uma obrigação sua escrever. E faço isso muitas vezes. E ando refletindo muito ultimamente. Nem sei o quanto, nem aonde isso vai me levar, muitas vezes a lugar nenhum, nunca conheci qualquer filósofo com vida de rei (exceto Salomão, já que toda regra tem que ter uma exceção, exceto esta própria regra...)
As palavras nos levam a muitos lugares... As vezes nos levam a lugar nenhum, ou como no livro de Alice, nos fazem correr tanto e tão rápido que acabam nos deixando no mesmo lugar. Como uma esteira... Exercita a nossa mente, mas não nos leva a nada... Talvez à uma estafa. Chega de vãs filosofias! Acho que discutir aonde nos levam as palavras sim, é qe não vai nos levar a nada mesmo. Talvez a um acesso de raiva ao final da leitura. E só.
Nem sei se escrevo tão bem assim. E nem me importa, afinal, não escrevo para ser notada, mas para ser de certa forma, ouvida, mesmo que não fale. E escrever para mim é um desabafo, uma maneira insana de cortejar a mais pura sanidade: a arte de usar as palavras de maneira a expor uma idéia. Mesmo que esta idéia nem seja nada de importante.
E pensar que quando eu era uma criança, queria ser escritora... Iria muito provavelmente morrer de fome, em um país como o nosso onde os BBB e as Big Bundas fazem sucesso e que até um travesti chamado Lacraia tem mais lugar ao sol do que eu mesma, mas um jogador de futebol não pode expressar sua fé na mais pura forma de agradecimento por uma vitória. País de contradições este nosso... Meu autor preferido (até hoje é) chama-se Pedro Bandeira, e até acho que devo a ele esta maneira de me expressar em palavras. Quando componho minhas músicas e as explico a alguém, costumo chamar de "influências" aquele ou aquela cantora que de tanto ouvir, passa a fazer parte até mesmo da minha maneira de agir e pensar. Porque todos nós somos mesmo seres humanos, e sempre há aqueles que mais se identificam... Mesmo que de longe. Idéias similares. Com a escrita isso também ocorre, e minha influência é ele: Pedro Bandeira. Pode olhar no google. Quem sabe o próprio google não seja uma...
é... Acho que é isso aí... Queria passar um dia sem falar de sentimentos, pra variar, embora não possa evitar pensar nisso. Vou encerrar antes que não consiga cumprir este meu propósito.

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